quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mais um devaneio!

Não sei mais o que fazer, parece que todos os meus atos são falhos, não consigo nem de longe ser aquele que trazia alegria e contagiava a maioria.
Nada basta, nada serve, nunca satisfaz e não há fim as cobranças.
Sabia disso quando nasci, algo em minha alma já alertava e me afastava.
Porém decidi ir em frente, sou forte, sou inteligente, sou mais eu!
Sou guerreiro miscigenado, cicatrizado de corpo e alma.
Mesmo assim sofro, com o que não compreendo, com a ignorância da palavra e da atitude que fere mais que mil socos.
Satisfaço-me em saber que tenho tentado, lutado e amado.
Mas o cansaço agarrou meus tornozelos, já surrados pelo tempo, fazendo-me por vezes caminhar com dificuldade, cedendo ao seu peso. Mas sei que há ainda muito o que caminhar, sei que lutarei muitas batalhas contra mim mesmo se continuar nesse caminho. Então volto a pergunta o que fazer?
Sou hoje apenas o vizinho, ou o rapaz que mora ali.
Nessa condição sinto-me inútil a beira de um colapso, cheio de idéias, sentimentos e vontades.
Mas um pedaço de mim faz valer a pena a cada sorriso e abraço, ai me lembro que esse meu retiro é momentâneo, pois pensando bem não quero viver nessa condição de múmia, pois não sou somente mais um.
Sou um guerreiro miscigenado.

Sacha Gabriel 30/11/2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Carta de cobrança (homenagem à Raberuan)

Venho através desta, cobrar com juros, mora e indenização a divida que tens comigo.
Venho cobrar as noites em que não me levaste para a cama para repousar-me, passando a exigir de mim mais do que minha reserva de energia, enquanto cantava, bebia, compunha ou drogava-se. Aquelas noites em que sumia se escondendo de você mesmo, de sua sanidade andando a esmo ou rumo à rua quatro, buscando cinco minutos de alivio da solidão que você mesmo nos fez passar, numa pedra ou picada. Às vezes até buscando companhia de cinco reais meia hora, em olhos e bocas tão perdidas quanto a minha.
Deixou-me de lado, sem pensar em mim por muito anos, lembrando só quando eu te fazia sofrer, traindo-te e te deixando acamado, chegando por vezes a ficar acamado para ver se chamava sua atenção, mas você sempre queria mais da vida e não reparava em mim direito. Fez pouco caso, me usou, abusou, embriagou, entorpeceu, adoentou, contagiou.
Sei que me deu prazer, muito prazer, me fez trabalhar com alegria e me levou aos mais impensados lugares. Eu cuidei de você também não lhe dando a aparência que merecia te conservei sem cabelos brancos e por mais que judiasse de mim te carreguei até aqui inteiro.
Deixei-te criar, musicar e amar como quiseras.
Nos últimos tempos até que melhoraste no tratamento a mim dado, porém nada apaga o que fizeras antes.
Apesar de tudo te digo, somos vencedores, eu e você, pois suportamos um ao outro esse tempo todo e temos que ter orgulho de aqui ter chegado, apesar dos pesares.
Porém venho agora cobrar-lhe, cada gole que deste sem meu consentimento, cada noite que não me deres de descanso, cada trago, cada pico, um a um venho cobra-te.
Não me amaste como devia, mas nunca poderíamos nos separar sem uma intervenção superior.
Eis que é chegada a hora de nos separarmos e repousarei na eternidade, em minha tão desejada paz e assim cessará nossa divida.
Enquanto tu, tu será para todo o sempre imortal e viverás nas músicas que compôs, nos corações que conquistou, nas vidas que fecundaste, será Pai, Vô, Simão, Tião, Nenê e Raberuan para todo sempre.

Ass: Seu Corpo.

Sacha Gabriel 18/11/2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desculpas para não ser feliz!

O dia a dia, a rotina, a dinâmica, a falta de tempo, o cansaço (mesmo que psicológico), mal humor, sono(as vezes somos felizes dormindo também), fome, insegurança, medo, etc.
Poderia escrever diversas outras, mas estas bastam para expor as minhas desculpas e as que me rodeiam. Não são diretamente palavras, mas gestos, atitudes e a falta desses também. Sinto muitas vezes o ar carregado dessas desculpas, em frases do tipo:
- “Eu não consigo...”
- “É muito tarde pra eu ir...”
- “É muito longe...”
- “Hoje não, eu to muito cansado...”
- “Tenho medo de não conseguir.”
- “Tenho vergonha.”
Bom, todos nós temos esses temores, mas fica a pergunta:

Quando se está na dúvida, é melhor fazer mesmo que dê errado ou ficar a vida inteira pensando como seria se tivesse feito?

Hoje, ontem e sempre estaremos passando situações difíceis, só não podemos continuar dando desculpas esfarrapadas para não enfrentar essas situações, ou até mesmo desculpas para não ajudar alguém a ser feliz.

Sempre tive em mim fazer alguém feliz, por natureza ou necessidade sempre me rodeei de pessoas que faziam questão de dizer que era bom estar comigo, me ter como companhia, amigo. Acho... acho não, tenho certeza que isso me faz feliz. Sinto falta, como sei que meus amigos sentem a minha.
Não vou deixar a rotina, os rumos, à falta de tempo, tão pouco o cansaço me privar de ser feliz ou deixar de fazer alguém feliz.

Bom fica aqui minha breve teoria sobre esse nosso hábito de dar desculpas.

Beijo no coração e se sentir vontade me liga!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sobrescrever eu necessito!

Boa tarde amigos, começo hoje uma nova(+ ou - antiga) empreitada em minha vida, escrever sobre o cotidiano, experiências, opiniões e principalmente sentimentos.
Escolhi esse nome, pois SOBRESCREVER significa nada mais que:
Escrever sobre.Colocar sobrescrito em; sobrescritar.

É justamente isso o que quero, o que preciso, o que farei de hoje em diante.

Não espero que gostem, somente necessito desabafar esse turbilhão de informações em mim contidas e misturadas aos meus sentimentos. Há muitos anos atrás eu escrevia poemas, letras e até compunha músicas, quem sabe não retomo esse gosto aqui também!

Grande abraço!